domingo, 27 de janeiro de 2013

Incêndio em boate no RS mata 245, diz polícia


Número foi informado em coletiva realizada na manhã deste domingo (27/01). Resgate de corpos na boate foi concluído.
boate1Santa Maria – A Brigada Militar confirmou que o número de mortos no incêndio em uma boate em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, já chega a 245 mortos.
O resgate dos corpos também foi concluído no fim da manhã deste domingo. Outras 48 pessoas estão feridas e recebendo atendimento. O incêndio na boate Kiss começou na madrugada deste domingo (27/01).
incendio boate 2A polícia e o Corpo de Bombeiros ainda trabalham no local, checando as circunstâncias do fogo e retirando corpos da área. O número de pessoas que estavam na boate ainda não foi confirmado pelas autoridades.
A festa reunia estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, dos cursos de pedagogia, agronomia, medicina veterinária, zootecnia e dois cursos técnicos.
Todos os hospitais da região estão recebendo as vítimas. São ao menos seis casas de saúde. Voluntários estão auxiliando os trabalhos na cidade. “Estamos mobilizando todo o estado, temos hospitais de diversas regiões se disponibilizando para ajudar. De Canoas, Santo Ângelo, Santa Cruz, enfim. Todos estão colaborando para oferecer o melhor atendimento possível. Os trabalhos são intensos e é preciso uma mobilização muito grande”, ressaltou o Secretário Estadual da Saúde, Ciro Simoni, em entrevista à Rádio Gaúcha.
Do G1 RS

sábado, 26 de janeiro de 2013

Repasses do Salário-Educação superam R$ 8,8 bilhões em 2012



Os repasses do Salário-Educação ultrapassaram a marca de R$ 8,8 bilhões em 2012, um crescimento de 12% em relação ao montante transferido no ano anterior (R$ 7,8 bilhões). Destinados ao financiamento de programas voltados para a educação básica pública, os recursos do Salário-Educação são repassados mensalmente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a todas as unidades da federação.
A última parcela de 2012, referente ao mês de dezembro, foi transferida ontem pelo FNDE. Os recursos estarão disponíveis amanhã, 25, nas contas correntes de municípios, estados e do Distrito Federal. Foram repassados R$ 366,6 milhões para as secretarias estaduais e distrital e R$ 373,2 milhões para as municipais, num total de R$ 739,8 milhões. Os valores de cada beneficiário podem ser conferidos no sítio eletrônico do FNDE, em Liberações de recursos.
O Salário-Educação é recolhido de todas as empresas e entidades vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social. A alíquota é de 2,5% sobre a folha de pagamento.
Após a arrecadação, cabe ao FNDE repartir os recursos da seguinte forma: 90% em cotas estadual/municipal (2/3) e cota federal (1/3), e 10% para serem utilizados pela autarquia em programas, projetos e ações voltados à educação básica.
Distribuída com base no número de alunos do ensino básico, a cota estadual/municipal é depositada mensalmente nas contas correntes das secretarias de educação. Já a cota federal é destinada ao FNDE, para reforçar o financiamento da educação básica, com o intuito de reduzir os desníveis socioeducacionais entre municípios e estados.
 Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Faltam bibliotecas em 94% das escolas maranhenses (quase tudo)


Roseana Sarney tenha misericórdia desse povo, sei que não é fácil.
Milhares de maranhenses tem seu futuro destruído pelo Governo do Estado ao não permitir acesso ao conhecimento, sendo este requisito fundamental para o desenvolvimento do estado, para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para acessar as oportunidades de forma equitativa.

O Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a Lei 12.244, que estabelece a existência de um acervo de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do País, tanto de redes públicas como privadas. Hoje, na rede pública, apenas 27,5% das escolas têm biblioteca.
Assim é tratada a educação dos maranhenses...
 
Para equipar todas as 113.269 escolas públicas sem biblioteca, seria necessária a construção de 34 unidades por dia, segundo um levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação com base no Censo Escolar 2011. O estudo também faz uma comparação com números do Censo 2008 e mostra que, mesmo as escolas construídas nos três anos seguintes (foram 7.284 novas unidades) não contemplam o espaço: apenas 19,4% dessas novas instituições têm biblioteca.
 
Em reforma desde novembro de 2009, depois de outra reforma.
 
Os Estados mais carentes são os das Regiões Norte e Nordeste, que tradicionalmente têm infraestrutura escolar precária, com escolas que chegam a funcionar em construções sem energia elétrica e saneamento básico. Na rede municipal do Maranhão, por exemplo, só 6% das escolas têm biblioteca.
Farol da Educação em São Bernado 
 
O que destoa da lista, no entanto, é o aparecimento do Estado de São Paulo com um dos piores resultados do ranking, com 85% das unidades de sua rede pública (escolas estaduais e municipais) sem biblioteca. São 15.084 unidades sem o equipamento. Um enorme prejuízo, se considerado os resultados da edição 2012 da pesquisa Retratos do Brasil, que mostrou que, entre os 5 e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%). “Isso mostra que só a legislação não é suficiente, porque tem lei que realmente não pega”, afirma Priscila Cruz, diretora do Todos pela Educação.
 
Quando se analisa o déficit por nível de ensino, vê-se, ainda, que as instituições de ensino infantil são as mais prejudicadas: enquanto 82% das escolas de ensino profissional e 52% das de ensino médio construídas após 2008 possuem biblioteca, apenas 10% das de ensino infantil têm o espaço.
 
Uma opção que é um contrassenso, argumentam os educadores, já que é na faixa etária dos 5 anos que a criança está descobrindo a língua escrita e tem de ser estimulada à descoberta e ao gosto pela leitura. No ensino médio, o estudante já teria acesso a outros ambientes de leitura.
 
Com informações do jornal O Estado de São Paulo.

Juiz manda Detran afastar terceirizados e realizar concurso público



O juiz Fernando Luiz Duarte Barboza, da Segunda Vara do Trabalho de São Luís, determinou que o Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA) e o Estado do Maranhão se abstenham de nomear, manter, admitir e contratar servidor público para prestação de serviço ao órgão, ou autorizar a admissão de trabalhadores, mediante pessoa física ou jurídica interposta, ou por meio de termo de parceria, contrato de prestação de serviço, contrato de gestão ou convênio, firmado com entidade interposta, para prestar serviços ligados a atividades essenciais, permanentes e finalísticas do Detran, sem prévia aprovação em concurso público, ressalvadas as nomeações para cargos em comissão e contratações por prazo determinado para atender necessidade temporária ou de excepcional interesse público, conforme determina o artigo 37, inciso II, da Constituição Federal (CF) de 1988. O descumprimento da decisão acarretará pagamento de multa diária de R$ 10 mil, por trabalhador irregular.
Para o juiz, documento juntado nos autos comprova que o Detran nunca realizou concurso público para contratação de pessoal. Ao invés disso, tem contratado mão de obra terceirizada para a realização de suas atividades essenciais, permanentes e finalísticas, “utilizando-se, porém, de modalidade inovadora de contratação, pela intermediação realizada por Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP)”, ressaltou.
Segundo Fernando Barboza, essa prática viola o princípio do concurso público, que é requisito constitucionalmente previsto para a investidura em cargos e empregos públicos. “O concurso público é, portanto, a via legítima de ingresso nos quadros da administração pública, por garantir a todos  igualdade de condições, realizando, assim, o direito fundamental à igualdade, além dos princípios constitucionais relacionados à administração pública, em especial aqueles relacionados à moralidade e à eficiência”, enfatizou.
O magistrado julgou procedente em parte a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho do Maranhão (MPT-MA) contra o Detran, Estado do Maranhão, Centro Integrado e Apoio Profissional (CIAP), Instituto de Apoio e Desenvolvimento Social do Maranhão (IADESMA) e Diplomata Mão de Obra Especializada Ltda. O MPT-MA requereu a condenação dos reclamados em obrigações de fazer e não fazer que, em síntese, impedissem a execução de atividades essenciais, permanentes e finalísticas do Detran por pessoas não concursadas e admitidas diretamente pelo órgão ou por intermédio de empresas interpostas, inclusive Organizações Sociais (OS) e OSCIP, ressalvadas as nomeações previstas no artigo 37, inciso II, da CF. Requereu, ainda, condenação ao pagamento de R$ 996 mil a título de dano moral coletivo.
O magistrado também declarou a nulidade de todas as contratações de pessoal feitas pelo Detran, após 5 de outubro de 1988, diretamente ou por intermédio do CIAP, do IADESMA, da empresa Diplomata, ou de outra entidade interposta, nos termos do artigo 37, inciso II, parágrafo 2º, da CF/1988.
Condenou, ainda, o Detran e o Estado do Maranhão a efetuarem a extinção de todos os contratos para execução de atividades essenciais, permanentes e finalísticas do departamento de trânsito celebrados após 5 de outubro de 1988, firmados por convênios, empresas interpostas, inclusive OS e OSCIPs, em desrespeito à regra da obrigatoriedade de prévia aprovação em concurso, público com exceção dos casos previstos na CF. Em caso de descumprimento, será cobrada multa diária de R$ 10 mil por trabalhador fornecido.
Terceirizados
O Detran e o Estado do Maranhão também deverão afastar todos os trabalhadores vinculados formalmente ao CIAP, IADESMA, à empresa Diplomata ou a qualquer outra entidade privada que se qualifique ou não como OS, OSCIP, ou como cooperativa de trabalho, empresas ou entes administrativos, que prestem serviços subordinados e não eventuais ao Detran. O descumprimento, neste caso, acarretará multa diária de R$ 10 mil por cada trabalhador em situação irregular.
Além disso, o juiz Fernando Barboza condenou o CIAP, a IADESMA e a empresa Diplomata a se absterem de disponibilizar, fornecer ou intermediar mão de obra de trabalhadores para execução de atividades próprias do Detran e/ou para a execução de atividades complementares, de apoio ou relacionadas às suas atividades-meio, quando presentes pessoalidade e subordinação direta, sob pena de pagamento de multa diária de R$10 mil por trabalhador fornecido.
Ele julgou improcedente o pedido de indenização por dano moral coletivo, uma vez que não restou caracterizado o dano.
O magistrado concedeu o prazo improrrogável de 6 meses para cumprimento das obrigações de fazer e não fazer, devido à necessidade de realização de concurso público e de regularização do serviço, em respeito ao princípio  da continuidade do serviço público, bem como concedeu um prazo de 10 dias para o Detran apresentar cronograma detalhado das medidas a serem adotadas, para efetivo acompanhamento pelo MPT-MA.
Fonte: Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MA)

Vereadores de São Luís reajustam os próprios salários em 52,9%


Cada um dos 31 vereadores de São Luís começará a legislatura 2013/2016, no próximo dia 4, com um salário 52,9% maior. Os edis tiveram os vencimentos reajustados de R$ 9.155 mil para R$ 14 mil, medida aprovada ao apagar das luzes do exercício letivo passado.
Além do salário fixo, os vereadores contam com alguns benefícios, como os auxílios moradia, paletó, combustível, passagens aéreas e telefone. Nesses casos, o vereador apresenta nota justificando despesas para ser reembolsado. A maioria conta ainda com verba de gabinete, para contratação de assessores.
Em São Luís, a verba de gabinete paga mensalmente a cada um dos 31 vereadores é de R$ 10 mil (o que inclui custo com chefe de gabinete, um assessor especial, três assessores parlamentares e um motorista). Todos têm direito, ainda, a verbas de custeio em torno de R$ 6 mil e R$ 7 mil (viagens, combustível).
Em novembro do ano passado, o jornal O Estado do Maranhão publicou matéria, assinada pelo repórter Gilberto Léda, revelando que o gasto anual com cada um dos então 21 membros da Câmara Municipal de São Luís chegava a R$ 59,9 mil, ou R$ 18.961.864,00 por ano, no total (veja).
Como o número de vereadores da capital aumentou em 10 vagas e o salário deles subiu de R$ 9.155 mil para R$ 14 mil, a conta terá que ser refeita. Para muito mais, é óbvio.
Leia mais aqui sobre aumentos de salários de vereadores em 19 capitais

A doce vida da empregada doméstica


 
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Por Lúcio Alves de Barros*
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É vergonhoso o grande número de empregados domésticos que temos no Brasil. Em notícia recente acabei de saber que somos o país com o maior número deles. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), eles são 7,2 milhões de um total de mais ou menos 52 milhões no mundo. Estima-se que no país, 70% deles labutam na ilegalidade sem qualquer garantia trabalhista. A notícia apareceu sem grandes mobilizações. O silêncio, nestas ocasiões, faz parte de nossa cordialidade e capacidade de suportar a tudo e a todos. No entanto, não vejo razão para a festa porque esta “profissão” no país tem raízes históricas nada invejáveis e escondem características de nossa cultura ainda autoritária, hierárquica e machista.
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A empregada doméstica, talvez a mais comum dos empregados domésticos no Brasil, encontra raízes na cultura da casa-grande e da senzala, onde paulatinamente as escravas mais bonitinhas eram as mais escolhidas para trabalhar. Depois da abolição o patriarca já não fazia tantas distinções. Trabalho é trabalho e o que elas faziam além do pesado labor doméstico, não vou nem mencionar, mas sabemos que a elas eram delegadas várias atividades, muitas delas eternizadas na obra de Jean-Baptiste Debret (1768-1848).
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Nos dias atuais as profissionais domésticas lutam por direitos. Uma luta política que se arrasta por anos porque inexiste o interesse de garantir os direitos mais elementares do trabalhador como a definição da jornada de trabalho, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o seguro-desemprego, o benefício por acidente de trabalho, o adicional por trabalho noturno, a hora extra e o salário-família. Não é possível que um ser humano não possa ter a ideia de onde inicia e termina o seu serviço, também não é possível que estes seres humanos ainda não sejam tratados como tais e, não é possível nossa incapacidade em regularizar com certa civilidade suas atividades.
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O leitor pode argumentar que não passa de um trabalho como outro qualquer. Mas o fato é que a natureza do trabalho doméstico não é a do trabalho industrial, tampouco a do trabalho em serviços (comércio, segurança pública, hospitais, etc). A empregada doméstica é o sujeito que “faz de tudo dentro e fora de casa”: lava, passa, cozinha, prepara o almoço e a janta e ainda cuida dos filhos. Por vezes é obrigada a ficar além da hora, ter que brincar com os meninos e estar sempre prestativa como “o pau de toda obra”. Esse é o trabalho da empregada doméstica que fica na sombra da “dona de casa”. Condição desfavorável e vexatória, mas que no mercado - longe da pesquisa da OIT - está difícil de encontrar porque de acordo com uma amiga, "tem gente que não quer trabalhar".
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Esse discurso da elite burguesa ou pequeno-burguesa que vive e anda caçando neste país é avassalador. Ganha legitimidade nas novelas e nas reportagens de TV e jornais. Mas vamos ser francos: a verdade é que já na busca desta empregada doméstica existe o feitor pós-moderno. Em geral, busca-se no interior dos estados e nos lugares mais pobres a filha de uma família humilde que não tem grandes perspectivas de vida. Se tiver boa aparência, for religiosa e semianalfabeta melhor. Retirada do seu mundo, alienada diante das "novas" condições que lhe são apresentadas na outra casa a “empregada” logo se encanta pelo uniforme ridículo ou pelas roupas usadas que a patroa passa para ela. Quando moram no ambiente de trabalho são encaminhadas ao “quarto de despejo” ou ao quarto no qual ela vai se esconder e chorar mágoas. Uma cama, um criado mudo (às vezes uma cômoda) e um guarda-roupa - na maioria das vezes usados - são a mobília do local. A porta quase não se fecha porque “pessoas de quartinho” e que podem ser chamadas a qualquer momento não precisam de privacidade.
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Ainda no seu “novo” lar é hora de ensinar o básico. Não pode isso ou aquilo. Não se fala isso ou aquilo. E não se meta ou toque nisso ou naquilo. Também não venha reclamar e, caso reclame, só com voz e face baixas, pois respeito ao feitor é fundamental. As famílias mais cordiais tendem a dizer que se trata de “um membro da família”, mas um membro que não pode sentar-se à mesa na hora do café, do almoço e do jantar e, quando se senta é porque os patrões querem fazer média ou estão solitários. No mais cumpre neste trabalho permanecer atenta para quando for acionada. E se demorar, é óbvio que vai receber o devido “pito” porque deveria adivinhar o que acontece na casa.
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Talvez essa capacidade de naturalizar as relações torna a profissão curiosa. O “quase da família” vem acompanhado de sua invisibilidade. Este paradoxo passa a ser necessário e, por vezes, obrigatório. Cumpre a doméstica falar somente quando chamada e “ai dela” se der a opinião que pode auxiliar na educação dos filhos ou economizar na casa. Por outro lado, ela serve muito bem para colocar as fofocas do prédio e dos condomínios em dia ou para quebrar o galho da patroa que não pode ficar com os filhos devido a compromissos pessoais. Aí é hora de ela ser proibida de ver a TV por assinatura, brincar no Playstation ou de fazer uma refeição de respeito, pois nessa profissão se come antes ou depois dos patrões, mas nunca na hora certa.
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A indignação de minha amiga branca é compreensível, ela trabalha muito e quase não sobra tempo para fazer o dever de casa. Ela aponta os dedos para as “diaristas” que “não tem mais tempo para ela”. A pequena burguesa repete o canto da dona da casa e esquece que elas são - pelo menos no momento daquele “não” - iguais. Na realidade, deve ser difícil para ela suportar estas diaristas que estão revolucionando o mercado de trabalho doméstico. Esse “ser que vive do trabalho” como quer os sociólogos é algo genial. Ela vai quando se paga bem, quando quer e quando tem sua agenda livre. Agenda cheia... Danem-se os que não podem esperar ou que arrumem outra. Essa revolução é a pérola do liberalismo míope que ganhou vida no Brasil. Mais que isso, é a liberdade nas relações de trabalho e a hora de dizer adeus ao patrão e a patroa.
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Os números dos empregados domésticos no Brasil, infelizmente, não revelam a proximidade do fim desta revolução. Talvez ela nem aconteça, as matrizes culturais brasileiras foram forjadas com sangue escravo, depois com "cidadãos de segunda classe". Atualmente temos uma “ralé” que luta para ver o filho "doutor". Não sei para que, mas provavelmente para dar razões a uma elite malcriada que não tem a vergonha na cara de respeitar o descanso, o salário digno e a intenção de melhores perspectivas de vida. É essa mesma elite que anda a reclamar da falta de “empregados” (secretárias) para fazer o trabalho sujo da casa. Infelizmente, ainda são muitos os operários domésticos, pois gostaria de ver madames e patrões lambuzando a mão em privadas, se entortando na pia com gordura, se sujando na poeira e gastando tempo limpando o chão. Seria a glória vê-los em sua humanidade, sem a necessidade de submeter os outros porque são “domésticos”, inferiores, pobres e humildes. Que pena não estar vivo para ver as coisas mudarem a ponto de vê-los ganhando salário, correndo atrás de ônibus coletivo, se escondendo da polícia na noite ou sofrendo nas filas do hospital público. Sabemos que estamos longe disso e que ninguém se importa. Deixo somente o registro.
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*professor na FAE (Faculdade de Educação) na UEMG (Universidade do Estado de Minas Gerais)

Polícia do Pará desarticula quadrilhas de Assaltantes de bancos. Suspeita-se que alguns integrantes são moradores de Açailândia (MA).


Três bandos de assaltantes de bancos desarticulados e presos em menos de seis dias. Outras vinte quadrilhas envolvidas em roubos a agências bancárias presas no ano passado com um total de 132 prisões. Os dados foram apresentados, nesta quinta-feira, 24, durante a apresentação de mais um grupo de assaltantes de banco na sede da Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), da Polícia Civil. Desta vez, as prisões foram realizadas na cidade de Paragominas, região nordeste do Pará. Eles - quatro homens e três mulheres - foram presos no momento em que se preparavam para cometer um roubo a banco, na modalidade conhecida como "sapatinho",
Polícia Civil captura terceira quadrilha de assaltantes de banco em 6 dias no Pará
no município. Os presos são Eric Diógenes Oliveira, de apelido "Canjica", 28 anos; Antônio da Silva Santos, de apelido "Galego", 22; Leyde Dayane Mota Araújo, 23; Cláudia Ferreira da Costa, 31; Fernanda da Silva, 18; Gleison de Souza Costa, de apelido "Amarelo", 31, e Fernando de Brito Sousa, 27.
Eles foram presos em flagrante e autuados pelos crimes de formação de quadrilha; falsificação de documento público; uso de documento falso e porte ilegal de arma de fogo. Dois dois presos - Gleison Costa e Fernando Sousa - já eram presidiários e estavam como fugitivos do Presídio Agrícola "Mariano Antunes", em Marabá, sudeste do Pará. As prisões foram realizadas na noite de ontem por policiais civis da DRCO e da Superintendência Regional da Zona Guajarina, com apoio do Núcleo de Inteligência Policial. As investigações já eram realizadas pela Superintendência Regional, sob comando do delegado José Ricardo Oliveira, que esteve na DRCO durante a apresentação dos presos, juntamente com o delegado Ivanildo Santos, diretor da DRCO.
As investigações davam conta de que "Amarelo", "Canjica", "Galego" e Fernando estavam em Paragominas para se integrarem a outro grupo criminoso visando sequestrar o gerente de uma agência bancária e, depois, assaltar o estabelecimento. Os levantamentos foram intensificados desde o último dia 22. Durante o trabalho, Leyde Dayane, esposa de Fernando, foi localizada ao chegar a Paragominas, via terminal rodoviário, onde o marido a aguardava em um carro particular. Os dois foram, logo em seguida, abordados pelos policiais. Na revista ao veículo, uma arma de fogo - pistola calibre 380 - foi apreendida. A arma estava carregada com 11 munições intactas.
Interrogado, Fernando confessou que a arma é de sua propriedade e que estava na cidade junto com mais três comparsas e outras duas mulheres, companheiras deles. "Ele confirmou para nós que o plano do bando era sequestrar o bancário e depois cometer o assalto", explicou José Ricardo. Os bandidos iriam cometer o roubo a banco conhecido como "sapatinho", em que funcionários de bancos são sequestrados e obrigados a abrir o cofre da agência. Com a prisão de Fernando e Leyde, os policiais descobriram que havia membros do bando hospedados em dois hotéis da cidade. Em um deles, denominado "Central", foram presos "Canjica" e "Galego". Depois, já em outro hotel, de nome "Renascer", foram presos os demais. Pelo esquema do bando, as mulheres estavam responsáveis em fazer o levantamento da residência do bancário.
Elas também iriam auxiliar na fuga dos homens após a consumação do crime. Já "Galego" revelou, em depoimento, que era o responsável em monitorar o gerente do banco e afirmou que já o havia seguido por outras três vezes na cidade, no trajeto entre a agência e a casa do bancário. Nas investigações, os policiais civis apuraram que os integrantes do bando estavam hospedados em um dos hotéis desde o último dia 18. A equipe policial apurou ainda que o bando estava no aguardo de outros dois comparsas já identificados e que são alvos de investigações. Um deles viria de Araguaína, em Tocantins, trazendo mais uma arma de fogo, do tipo pistola, para o crime.
Ele chegaria à cidade, na noite do dia 23, quando entraria em contato com a quadrilha. Ao todo, três carros e sete telefones celulares foram apreendidos com o grupo preso. Todos estão recolhidos à disposição da Justiça. Esta foi a terceira quadrilha de assaltantes de bancos desarticulada em menos de seis dias no Pará em 2013. Na noite de sexta-feira passada, um bando formado por cinco homens foi preso, em Castanhal, nordeste do Pará. A segunda quadrilha era formada por cinco adultos e um adolescente que foram capturados na terça-feira passada, 22, no distrito de Icoaraci, em Belém. Agora, apenas em 2013, já são 17 os presos por envolvimento em quadrilhas de assaltantes de bancos.
Com informações do Blog Rei dos Bastidores.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Briga na Igreja Evangélica Universal termina em tiroteio


O tiroteio aconteceu por volta das 21h, no estacionamento do templo da Igreja Universal do Reino de Deus no Pará.
 
De acordo com a polícia, depois do culto houve uma briga entre integrantes de gangues rivais dos bairros do Paar e da Cabanagem. 
 
“O pessoal todo correndo, criança correndo, tava horrível. Foi muito desespero”, afirma uma testemunha que preferiu não se identificar.
 
Segundo a polícia, não é a primeira vez que tumultos acontecem entre jovens que vem nos ônibus fretados pela igreja. “Toda vez que eles vêm pro culto se confrontam. Eles se enfiam nas caravanas e de lá praticam essas ações quando encontram os algozes deles”, afirma o sargento Felipe Silva.
 
“Já teve outras confusões, porradas (sic), gritarias e outros tipos de agressões. Mas com tiro foi a primeira vez que aconteceu”, relata um membro da igreja, que também prefere não se identificar.
 
Na Seccional da Marambaia, os dois adolescentes apreendidos foram encaminhados a Divisão de Atendimento ao Menor (Data). Com eles estavam duas armas, uma pistola 765 com numeração raspada e um revólver calibre 38.
 
A reportagem, da Rede Liberal afiliada pela Rede Globo, tentou entrar em contato com alguns representantes da igreja da Igreja Universal, mas não obteve resposta.
 
Sobre a criança que foi baleada, segundo a família, ela continua internada no hospital metropolitano, com quadro de saúde estável.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Será que agora vai? Juíza bloqueia bens e quebra sigilo bancário de João Castelo


A juíza de direito da 1ª vara da fazenda pública, Luzia Madeiro Nepomucena, decretou no dia 17 de dezembro de 2012 a quebra do sigilo bancário, do sigilo fiscal, a suspensão do pagamento de qualquer valor pelo município de São Luís e indisponibilidade dos bens dos réus, Pavetec Construções Ltda., Gustavo José Melo Fonseca, Daniel França dos Santos, Cláudio Castelo Carvalho e do ex-prefeito da capital, João Castelo Ribeiro Gonçalves.
A medida visa eventual ressarcimento de recursos públicos com suspeitas de desvio em sua gestão.
Castelo é acusado de desviar recursos, sobretudo na reta final do seu governo. Pelas informações passadas por Edivaldo Júnior, o montante da dívida deixada pelo ex-prefeito é da ordem de R$ 800 milhões.
E a situação da prefeitura após a posse do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) fortaleceu a suspeita de que ele tenha se beneficiado de dinheiro público.
Em sua sentença – prolatada ainda em dezembro - a juíza Luzia Madeiro Nepomucena, da 1ª Vara da Fazenda Pública, determinou também a quebra do sigilo bancário de Castelo, do seu então secretário de obras, Cláudio Carvalho, e dos sócios da empresa Pavitec.
Todos são acusados pelo Ministério Público de irregularidades na licitação de R$ 115 milhões, que beneficiou a empresa.
Com a decisão da juíza Luzia Madeiro Neponucena o ex-prefeito João Castelo e os sócios da empresa PAVETEC começam a responder na justiça pelas condutas irregulares e atos que afrontaram a população de São Luís.
No seguimento do processo cabe a determinação da impossibilidade de nova candidatura do membro do PSDB com o enquadramento na Lei da Ficha Limpa.
Com informações do Blog do Marco D´Eça e do Felipe Klant

Motorista de Luciano Leitoa passa bem; prefeito pede proteção policial

Carro do prefeito Luciano Leitoa
Carro do prefeito Luciano Leitoa
Márcio Kleiton Batista dos Santos, de 34 anos, motorista do prefeito de Timon (MA), Luciano Leitoa (PSB), não corre risco de vida e passa bem.
Marcinho, como é mais conhecido, foi vitima de uma suposta emboscada que seria para o prefeito de Timon. Ele foi atingido com um tiro nas costas e se recupera no Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
Em sua página de relacionamento, no Facebook, Luciano Leitoa disse que foi pessoalmente no hospital e que o seu motorista deve ter uma boa recuperação.
“Que Deus proteja nosso amigo e companheiro Marcinho. Fui pessoalmente no Hospital e tenho muita fé que ele vai se recuperar bem. Hoje ao ver meus filhos, minha esposa, as pessoas que trabalham conosco, fiquei pensando que eles poderiam estar no carro também. Que Deus proteja a todos!”.
Luciano disse também que “há 18 anos eu faço a viagem para o sítio de meu pai [ex-prefeito Chico Leitoa] e nunca me aconteceu nada”.
O prefeito de Timon solicitou proteção policial e pediu mais reforço nas estradas da Região dos Cocais, principalmente na MA-040, que liga o município de Timon a Matões, onde assaltos ocorrem com freqüência.
Inicialmente, a polícia tem investigado o caso como possível tentativa de roubo de carro, mas não descarta a hipótese de ter sido um atentado contra o prefeito.
A ação criminosa
Por volta das 20h de ontem, dia 22, o motorista e o segurança de Luciano Leitoa no veiculo Golf de cor preta e placa NIL-0216, se dirigiam para o sítio o “BG”, de propriedade de Chico Leitoa, pai do prefeito.
Ao chegarem na MA-040, um veiculo Siena de cor vermelha com dois elementos – ainda não identificados, trancou o Golf e um deles desceu com uma arma e mandou que o carro parasse.
O motorista do prefeito não atendeu e arrancou com o carro. O bandido começou a disparar e atingiu o condutor com um tiro nas costas.
Luciano Leitoa, que iria para o sítio do pai junto com o motorista e o segurança, acabou aceitando o convite da sua esposa, a assistente social Aldeneide Carvalho Lima de Sousa, em jantar no restaurante em Teresina, no Piauí, cidade vizinha de Timon.
Por causa do jantar, o prefeito acabou escapando da ação criminosa dos bandidos.